UOL JovemUOL Jovem
UOL BUSCA

24/07/2008 - 11h37

Direto da Comic-Con: "Fringe" quer substituir "Arquivo X"

HELOÍSA DALL'ANTONIA
Enviada especial a San Diego

Divulgação

Trama gira em torno da misteriosa morte dos passageiros do vôo 627

Trama gira em torno da misteriosa morte dos passageiros do vôo 627

Como uma prévia para a abertura oficial do San Diego Comic-Con 2008, um dos principais eventos da quarta-feira (24) foi a premiere mundial do novo seriado da Fox, "Fringe", criado por J.J. Abrams ("Lost") e sua habitual dupla de colaboradores, Robert Orci e Alex Kurtzman ("Transformers"). Abrams fez uma curta apresentação em vídeo do episódio-piloto, que custou cerca de US$10 milhões, com duração de 81 minutos e 30 segundos.

O episódio piloto da promissora série bebe numa fonte semelhante à de "Arquivo X", mas definitivamente não pretende ser uma nova história que poderia ter por personagens principais os agentes Dana Scully e Fox Mulder. Algumas idéias, porém, são comuns às duas tramas, como o estudo de atividades paranormais e a eterna sensação de conspiração no ar.

A história começa com um avião passando por uma tempestade elétrica. Tripulação e passageiros já estão em pânico quando um homem, que aparentemente só está passando mal, começa a ter todo o seu corpo desintegrado, com feridas rasgando sua pele. A aeronave consegue pousar, mas todas as pessoas a bordo estão mortas, com os mesmos sintomas do primeiro homem.

É assim que entra em cena a agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv), chamada para investigar o caso. John Scott (Mark Valley), agente do bureau com quem ela mantém um caso secreto, também é designado para o mistério. Uma pista leva a dupla a um depósito que esconde um laboratório com uma série de materiais e experimentos. John flagra um homem saindo do local e o persegue, mas é atingido pela explosão de produtos químicos antes que o suspeito fuja.

Coisas estranhas acontecem em "Fringe"

Com o namorado à beira da morte e apresentando os mesmos sintomas degenerativos dos tripulantes do avião, Olívia se dedica a pesquisar tudo o que há disponível nos arquivos secretos da organização a fim de ter alguma luz sobre o que ocorre. É através dessas buscas que ela chega ao nome de Walter Bishop, um renomado cientista que está há alguns anos internado em uma instituição psiquiátrica.

A única forma de contatá-lo é com um de seus familiares lhe dando permissão. E é assim que ela descobre o filho de Walter, Peter (Joshua Jackson), em viagem ao Iraque, que por também ter muito a esconder (sabe-se lá de quem ou o quê), decide ajudá-la a falar com o pai, com quem não tem contato há anos.

Certa de que colocar Walter novamente na ativa é a única chance de salvar a vida de John, Olívia consegue não apenas tirá-lo do manicômio como também reabrir o antigo laboratório do cientista, que há anos prestou serviços ao governo na seção Fringe, que estudava mutações genéticas, poderes paranormais e outras manifestações não identificadas.

A linha tênue entre a insanidade e a genialidade de Walter causam não apenas os momentos cômicos como também os mais tensos para o público, que ao final do episódio fica se perguntando quantos monstros de fumaça e iniciativas Dharma vão existir na nova trama.

Em busca de novas pistas

Os pôsteres da trama, que mostram metade de uma maçã, um sapo, uma mão e, principalmente, uma folha vista como que em raio X, aparecem em todos os intervalos da história. O primeiro episódio, porém, ainda não mostrou o que cada uma das imagens representa.

Assim como já se tornou obrigatório a cada nova temporada de "Lost", a nova atração de J.J. Abrams começa com um jogo. Na fila para entrar na exibição, pessoas distribuíam um cartão que convidava a quem assistir o painel de discussão da série no sábado a não sair da sala (uma brincadeira com o verbo "leave" e a palavra "leaf") sem as pistas distribuídas. Quem não puder ver a exibição, porém, já pode descobrir alguma coisa no site "Explore the Impossibilities".

Shopping UOL

Hospedagem: UOL Host